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Apenas Negócios

E se uma maldição fosse a chave para a sua liberdade?

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Sinopse

"Estou no fundo do poço", foi o que pensou Alicia ao se ver novamente nas garras de sua mãe. Prestes a ter um casamento arranjado e com uma maldição correndo nas veias, ela enxergava não apenas sua vida, mas também sua liberdade, colocada em risco. Porém, o reencontro com a irmã, que há muitos anos não via, traz a esperança de que, juntas, ambas poderiam encontrar uma solução.

Entretanto, enquanto os dias correm e os planos não surtem efeito, Alicia enfrentará outra jornada: reencontrar a própria força.

Este livro é para aqueles que veem a magia nas palavras mais comuns. Porque, mesmo em um mundo mágico, nem tudo pode ser salvo com um “abracadabra”.

Comentários

Samantha Kraemer

"Extremamente cativante! Gostei do início já trazer um momento de ação, não é aquelas histórias que demoram para ficar interessante."

Nádia M Souza

 "A história se desenrola tão fluida, que quando você vê, já acabou. Por trás da magia em um mundo contemporâneo, com feitiços e maldições, o leitor se depara com conflitos familiares complexos e realistas. Enfim, mães. Ainda tem espaço para boas risadas, com a genialidade da protagonista."

Elaine Azevedo

"História muito envolvente, e os personagens são tão cativantes que fazem com que você não queira parar de ler"

O que vai encontrar?

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Uma família unida pelo medo

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Maldições, magias, e conselhos duvidosos de um gato

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Um amor capaz de curar todas as feridas

Degustação

Parte um "Maldição"

        Estava condenada.

       Escondida em um dos cômodos da enorme mansão, Thomas e eu buscávamos uma fuga daquele inferno.

     Era para ser apenas uma visita à casa que ele deveria restaurar. No entanto, ao se tratar de Thomas, tudo pode ir pelo ralo em um piscar de olhos. Por isso, quando tocou a moldura de um dos quadros e uma névoa amarela se dispersou dele, fugir foi a única escolha.

      — O que acha de tentarmos a saída nordeste? — Thomas sugeriu, o peito subindo e descendo, enquanto os olhos não paravam quietos. — Tenho quase certeza de que conseguimos chegar lá antes dessa maldição.

       — Impossível — retruquei, entre um folego e outro. — Ela já deve ter se espalhado por todo lado.

       Soltei o cabelo a fim de arrumá-lo e ocupara as mãos.

      — Não senhora — insistiu, ajoelhando-se ao meu lado. — Se fosse assim, já estaríamos mortos e não vivos nessa sala.

       — E você ainda quer sair? — Não disfarcei o choque na voz.

       O que ele tinha na cabeça? Era a segunda pior ideia do dia.

       — É claro! Se ficarmos a gente morre!

       Dava para ver o quanto Thomas se esforçou para não gritar. Uma veia até saltou em sua testa, mas aquilo não me convenceria.

       — Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. — Revirei os olhos. — Prefiro arriscar e ficar aqui. Assim temos um tempo até a ajuda chegar.

       Respondi, pegando meu celular no bolso. Ainda que fosse uma mansão velha no campo, deve haver sinal para uma ligação.

       — Alicia! — Thomas se levantou, segurando meus braços. — Ninguém vai vir! Essa casa não tinha nada de mágico até alguns minutos. Estamos sozinhos, consegue me entender?

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